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Dezembro Laranja

A campanha Dezembro Laranja foi criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em 2014, com a proposta de conscientizar a população sobre a necessidade do combate e prevenção do câncer de pele. Sabemos que o diagnóstico precoce do câncer de pele é fundamental para o sucesso do tratamento. Dessa forma, a campanha tem o objetivo de ensinar ao brasileiro medidas fáceis de serem aplicadas para se proteger desta doença.

Segundo uma pesquisa divulgada pela SBD junto ao Datafolha em 2016, 63% dos brasileiros não usam fotoprotetor no seu dia a dia. Cerca de 106 milhões de brasileiros se expõe ao sol de forma intencional durante suas atividades de lazer e 6 milhões não se protegem de forma alguma nessas exposições intencionais.

No ano de 2016 foram estimados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) cerca de 176 mil novos casos de câncer de pele não melanoma no Brasil.

Também em 2016 foi criado o mascote Super Protetor. Munido de óculos escuros, protetor solar e relógio (para avisá-lo qual o melhor horário para tomar seu banho de sol), o embaixador ajuda a disseminar informações sobre o Dezembro Laranja de um jeito descontraído e consciente para adultos e crianças.

Em 2017 o tema da campanha é: “Se exponha, mas não se queime”, e pretende conscientizar e educar as pessoas sobre os riscos do câncer da pele decorrentes da exposição excessiva ao sol sem proteção, lembrando que filtro solar não é o único cuidado contra a radiação ultravioleta. A mensagem visa atingir, sobretudo, quem trabalha sob o sol ou ao ar livre, bem como as pessoas em seu cotidiano profissional e em momentos de lazer.

A recomendação é de que usem equipamentos de proteção individual (EPI): chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares com fator mínimo de proteção solar (FPS) 30. A hidratação constante também faz parte dessas medidas fotoprotetoras, sem esquecer de evitar os horários de maior insolação: das 10h às 16h. A adoção de práticas que minimizem a intensidade da exposição solar reduz em até 50% a chance de desenvolver um câncer da pele em indivíduos de risco.

O diagnóstico precoce é de suma importância para o sucesso do tratamento. Em fases iniciais, é possível a cura na maioria dos casos, com sequelas mínimas. Quanto mais avançado e agressivo o tumor, maiores são as chances de comprometimentos locais, inclusive morte.

O diagnóstico é possível através da consulta com um dermatologista. O médico irá avaliar as características macroscópicas e dermatoscópicas (microscópicas) que sugere benignidade ou malignidade. Em alguns casos a biópsia de pele pode se requisitada para auxílio diagnóstico. Recomendamos uma consulta anual para check-up e controle das pintas, além de consultas extras, caso haja mudança repentina em alguma pinta (mudança de tamanho, cor, sangramento, coceira entre outros).

Os diferentes subtipos de câncer da pele apresentam características clínicas próprias e particularidades quanto aos fatores de risco. De forma geral, os indivíduos mais susceptíveis ao desenvolvimento desses tumores são aqueles de pele clara; acima dos 50 anos, com certas doenças que levam à depressão da imunidade; histórico familiar de câncer da pele; ou que se expõem ao sol de forma intensa e desprotegida, como: agricultores, pescadores, motoristas, atletas, carteiros e ambulantes, e ainda os praticantes de bronzeamento artificial. As lesões de câncer da pele se desenvolvem, usualmente, nas áreas expostas ao sol.

Para caráter informativo, o subtipo mais comum de câncer de pele é o carcinoma basocelular. Além de mais comum é também o menos agressivo. Outro subtipo é o carcinoma espinoclular, de incidência menos comum, porém mais agressivo. O subtipo mais temido pela agressividade e mortalidade é o melanoma cutâneo, subtipo mais raro.
As radiações ultravioletas oriundas do sol, além de promover o câncer da pele, favorecem queimaduras solares, catarata, degeneração da retina, manchas, alterações na espessura e enrugamento da pele. As estratégias de proteção solar previnem de forma eficiente todos esses processos. A SBD orienta que a educação ligada à exposição solar seja incentivada desde a infância.

VAMOS ENTÃO LISTAR MEDIDAS SIMPLES DE PROTEÇÃO SOLAR:

• Uso de filtro solar. Aplicar 30 minutos antes da exposição, nas áreas expostas ao sol. O valor do FPS deve ser orientado na consulta médica, mas em geral o fator mínimo para uma proteção eficiente é de 30. Podemos optar por alternativas com cor ou sem cor; sensorial em gel, fluido, creme, serum, etc. O importante é encontrar um que se adapte aos seus hábitos de vida e preferências e utilizá-lo corretamente.

• Roupas com fator de proteção (FPU). Tecidos utilizados em roupas, sombrinhas e chapéus ajudam a proteger dos danos da radiação solar.

• Chapéus de aba larga, bonés, óculos de sol.

• Evitar exposição solar entre 10h e 16h.

• Uso de fotoprotetores orais. Consultar um dermatologista para saber quando essa medida pode ser aplicada. Substâncias contendo ativos antioxidantes podem ajudar a diminuir o dano da exposição solar através de reações enzimáticas dentro das células.

CURIOSIDADE: a Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibiliza gratuitamente, em seu site, uma Calculadora de Riscos para Câncer da Pele. Por meio dessa ferramenta, os usuários, respondendo a um questionário por especialistas da SBD, recebem informações sobre as chances de virem a desenvolver a doença no futuro. No site também é possível conferir o índice ultravioleta (que mede o nível de radiação solar na superfície da terra) da sua cidade.

Para maiores informações, consultar o site da SBD (www.sbd.org.br) e o site da campanha (www.dzembrolaranja.com.br) e o seu médico dermatologista da SBD.

Use as hashtags #dezembrolaranha e #compartilheprotecao para encontrar mais informações nas mídias sociais e ajudar a divulgar informações de caráter educativo e preventivo.